My Angel is Gay

Bicho Solto

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: novembro 16, 2011

SOU BICHO SOLTO

NÃO SOU BICHO DO MATO

TENHO FALA, TENHO LÁBIA

SOU INTENSO, EU MESMO, SOU FALÁCIA

NUM SONHO TIVE CONTIGO E LONGE

NADA CERTO, UMA VISÃO, UMA TINTA

ÉRAMOS DOIS, FORA, LUCIDEZ EXTINTA

ERA UM TUDO, ALGUMA COISA, UMA FALANGE

…DE NADA; DO NADA, NÓS DOIS, ATENTOS A CADA DOR

MEU GRITO, NOSSOS SONHOS

EU VOU, FICO, FICAMOS, ÍMOS

É TCHAU, É ADEUS, É PERMANÊNCIA

SOMOS SOLTOS, ALHEIOS, PARADOS

JUNTOS SOMOS UM TODO, UM NADA INEXISTENTE

Panos Molhados

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: abril 21, 2011

Não troco os panos de nossa cama hoje

Porque amanhã eles serão história se tua ausência insistir

Também tem o teu cheiro que não se pode evitar – aqui acolá num canto e outro da fronha

Não quero nunca me escapar das lembranças

Até porque lá pro mês vindouro, é tudo o que vai restar.

we are like this

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 4, 2010

We are this

Sometimes we’re even

Like roses and hummingbirds

And our feelings are scaterred

Like ashes of someone we cared

Most of times, we’re speechless

And nobody can hear us

Our scream loose themselves

At the end, we’re just we can be

Roses, hummingbirds, lonely feelings

…ashes, voiceless screams…

Helpless souls

O jogo do amor verão

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: setembro 17, 2010

Você soube aprender a aula sobre sua dor

Deixando-a virar um cancro seco, sem cor

Mas você sabe que sou eu em sua vida

Naquele caroço duro que você ajudou a criar

Parabéns- devo dizer sobre seu silêncio sepulcral

Bem soube por em prática a sua teoria

Meu silêncio para a sua decência

Sua teoria criada nas coxas

A insegurança é minha de ter aberto a guarda

A esperança é a última que morre:suicídio

E você a matou afogada na sua barriga enfezada

Admiro sua atenção para começar o jogo

Aperta aqui e ali, deixa o jogo no ponto morto

E morro de saudades de saber que é tudo história agora

Apelos Conhecidos

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: setembro 12, 2010

Estava só em meu canto

Quando o vinho tinto veio me atormentar

- Sou sua única vontade inspiradora-

No meio da ignorância de meu autocontrole, ela fala em autocriatividade

Eu a alertara acerca dessas conversas já vividas

Estava só no meu lugar

Quando minha razão perdia forças  e não podia me dizer nada

Sentei-me na beira da fogueira de casa

Atento para o crepitar das forças mais vitais

Enquanto o vinho queimava em minhas veias salientes

E a loucura tomava voz novamente

Sufoquei-a com minhas palavras de verdade

Não existia esse talento no medo

Era apenas Tanatos em sua elegância

Na ingênua repetição de cartadas; cantadas vazias

Mas permaneço de pernas pro ar com o vinho a cantarolar borbulhas de amor

Amores condicionais

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: setembro 11, 2010

Quadro: Corações na Varanda

As pedras começaram a cair

Apenas me restava a corrida

O peso da verdade se  estilhaçava penetrando a minha atmosfera

Mas os fragmentos  iluminavam a inocência de nossas vontades

Caiam como se fossem estrelas cadentes logo após de permitirem-me os pedidos

E eu me perdia na razão desses pedidos

Pareciam sem sentido diante da grandeza de um amor de começo

E não precisava do brilho, do show, da queda!

Eu me bastava na minha insolência contra meu diabinho

A única coisa válida era o carinho criado com carinho

Mas uma pedra se insurgiu, partiu direto como se não pudesse parar

Lascou meu teto de vidro temperado

Tudo se esfatifou em pedaços redondos, não mortais

Mas como se avisasse uma mensagem violenta

Deixou apenas o calor da dor

E não precisava do brilho, do show, da queda!

Eu me bastava na minha insolência contra meu diabinho

A única coisa válida era o carinho criado com carinho

O quadro da discórdia

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: junho 26, 2010

O quadro chegou

e você partiu para uma viagem ilustrativa (momentânea)

Estou louco? Que há de os outros pensar

devo me preocupar por conta da razão que não existe no amor?

Talvez matar as coisas ruins

Por que não parte dele essa vontade de fugir

eu quero o quadro de volta, as pinceladas minhas

não é mais nossa.

Essas figuras medonhas apenas eu entendo

Eu chamava arte, você de amor

Era amor…era amor?

De nada sei agora

Apenas de minha ausência de loucura

e lucidez nas bizarras figuras da pintura

que apenas eu entendo

O  quadro é por direito minha propriedade do espólio infeliz.

Deixa pra lá

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: junho 5, 2010

Terei coragem de colocar essa pedra

Sufocar esse grito de lamento

Mas é o último suspiro de dor

Preciso falar de felicidade

de recomeço, de novos beijos e novos suspiros

Digo que vou colocar a grande pedra

vou empurrrar com carinho para que o som pareça de alívio

agora é pra frente

e de nada vale esse arrependimento por ter errado

ao erro segue-se o perdão

então, está feito

Eu era o ofurô que nos unia

Agora você escolheu a chaminé fumacenta

Eu abafo meu desepero com coragem paro o novo

e deixo você no calor da fumaça promissora.

Em boa hora

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: maio 26, 2010

Agora atuo sobre os seus pés repetindo suas falas perdidas

Por que isso agora, nessa hora?

Onde a brisa marinha te abraça em medidas desconhecidas

Justo agora, nessa hora

Que me ajoelho e te peço que retorne pra casa

Mas os calores do novo te ludibriam com o prazer

especialmente agora, que tu te sentes mais amado, mais forte

De que adianta minha assunção de um erro tardia?

O que faço, o outro fizera e agora me encontro com ele na perdição desse desejo

Volta, volta… ou go or go ahead…

É a única rima que me anima esses dias:

Thank you for this bitter knowledge
Guardian angels who left me stranded
It was worth it, feeling abandoned
Makes one hardened but what has happened to love
You got me writing lyrics on postcards
Then in the evening looking at the stars
But the brightest of the planets is Mars
Then what has happened to love
So I will opt for the big white limo
Vanity fairgrounds and rebel angels
You can’t be trusted with feathers so hollow
Your heaven’s inventions, steel eyed vampires of love
You see over me, I’ll never know
What you have shown to other eyes
Go or go ahead and surprise me
Say you’ve lead the way to a mirage
Go or go ahead and just try me
Nowhere’s now here smelling of junipers
Fell of the hay bales, I’m over the rainbows
But of Medusa kiss me and crucify
This unholy notion of the mythic power of love
Look in her eyes, look in her eyes
Forget about the ones that are crying
Look in her eyes, look in her eyes
Forget about the ones that are crying
Go or go ahead”

My Angel is gay…foreword.

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: fevereiro 25, 2009

My angel is gay foi minha primeira tentativa de dar valor aos meus poemas. Apenas  uma vontade. Como se fosse um grande lançamento mundial. Ainda espero esse dia.

Mas está aqui, nesse blog, a mais nova tentaiva de “publicar” minha arte. Parafraseando Reinaldo Arenas, espero que isso aconteça “ANTES QUE ANOITEÇA”. Espero que consiga publicá-los, sendo que mais um passo está sendo dado.

A partir de agora, este espaço vai ser reservado para mostrar poesias e pensamentos que venho registrando ao longo dos anos – 12 anos.

Espero cativar um público fiel.

P.S. Usarei este espaço para também publicar as poesias em inglês as quais revelam um outro lado, talvez , um outro eu.

It was just no, no, no…

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: maio 25, 2009

The magic was perceived around yet

The glasses still had the best wine’s smell

But everything seemed a little confused

Am I still alive?

For I am not nutts as you may believe

It was just no, no, no…

I am too old for your jokes

And you…are too young for my problems.

The ring doesn’t fit perfectly anymore.

Friendship is impossible for while

But I wanna see my little dog.

Rosas Selvagens

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: junho 19, 2009

Enfim o primeiro!

Rosas Selvagens é o primeiro Livro de poesias de Roberto Muniz Dias.

Para detalhes clique no link abaixo:

 

 

http://clubedeautores.com.br/book/2487–Rosas_Selvagens

 

Rosas Selvagens

Cover_front_medium Book_preview_medium-0 Book_preview_medium-1 Book_preview_medium-2 Book_preview_medium-3 Book_preview_medium-4

 

Poesias Gay- Racionalistas 
Por: ROBERTO MUNIZ DIAS

A experiência da existência no mundo racional inspira o autor na busca pela compreensão de sua libido e de seu comportamtento. Os padrões são quebrados para garantir a existência. Mas os valores morais são mantidos como mantenedores da ordem interna. No entanto, a vontade é do grito, da música, da celebração. Os poemas de Rosas Selvagens são espinhentos, melódicos tristemente felizes. São reflexões de um homem gay aventurando a experiência do adulto, do casamento, das crises, do amor e da vida.

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: junho 24, 2009

 

My Angel is Gay now is a book:

A compilation of  poems which express the most intimate thoughts and wishes.

It’s beautiful and it’s erotic; it’s romantic and rough!!

For more details:

http://www.lulu.com/content/paperback-book/my-angel-is-gay/7320103

Da Paz

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: julho 10, 2009

Aqui no canto da cama

Enxergo o brilho

A mão sempre aberta ao carinho

Sentado apenas a olhar

 

Ainda penso no que seja paz

Sentado entendendo a felicidade

Contato de ouro

Entrega revelada

 

É brilho dos olhos

Cama dividida

Vinhos são apenas estimulantes

O sangue, a vida, a tranqüilidade

 

Nada mais, menos medo

Assim divulgou-se o que é paz

Adeus ao desencontro

Para sempre no meu lado da cama

E do outro lado, o tempo, a razão…

O sentimento que une o que é dois

Lado outro

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: julho 10, 2009

Gosto-me no gosto do azedo do mau gosto dos outros

Da bolsa a tiracolo em razão da razão ulterior

Que faço do dolo em mim com culpa?

Quando acho meu penacho de minha calda

 

Rebolo a distância bem longe

E me distancio dos ditos probos

Aliás, já pequei aos montes até a exaustão

E recebi o carimbo de muitas letras

 

Insistem para eu falar de meu amor além da dor

Que cante como cigarra

Estou farto dessa vontade dos outros

Da minha dor sei o valor

 

Por isso sinto este gosto de horror na minha alegria

Paro, canto, divirto-me com minha cor

Blue, blue, blue…

Ainda falando do que tem a ver com amor…

Meu amor, meu amor, meu amor, minha dor.

Mudança de Endereço

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: agosto 26, 2009

De joelhos

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: setembro 5, 2009

Quando dei não sabia o  que era dar

Como uma pedra fiquei a esperar

Que ele pudesse me dar o doce gosto na boca

Macio era o único prazer que sabia

E nele de joelhos apreciei como se de tudo soubesse do porvir

O que deveria fazer?

Quando eu dei, ainda não sabia o que era dar

Mas me dava uma vontade de ser apenas aquilo de dar; entregar-se talvez

Àquele macio nas minhas mãos, à  saliva na minha boca…

Quando podia vê-lo olhando de cima;  eu completamente ali

As mãos tateando meu sentindos e os dele descobrindo

Não me cabe esta maturidade de entender aquilo

Reservo-me àquele instante;  nada de análise cartesiana dos líquidos.

Mas não sabia de óleos humanos; de força; de calor

E lá vem a história que não sabia; não sabia

E estava todo em êxtase como se o corpo pudesse falar

Os óleos vinham e desmitificavam a ideia que tinha de intimidade

Era apenas a emulsão de meus estímulos e os dele; nossos…

Quando dei não sabia de preliminar, e não quis terminar

Nunca quis esquecer a sensação molhada no meu peito de óleos humanos

Sobre o peito ofegante e sobre a memória

Nova Morada

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: setembro 8, 2009

Saio do meu jardim suspenso

E enterro-me teluricamente na casa térrea

Encontro minha grande sala e a esquerda meu atelier

Ao fundo encontro os braços de meu amor

 

Tudo muito verde, muito amplo e cheio de frutas doces

Ah, quisera que fosse tudo real no momento em que penso

Que fosse logo o instante do sonho idílico

 

Ou que logo fosse o amanhecer com cheiro de mato

Os braços do amado até o primeiro ¼ do dia; ou o dia inteiro

No calor que aquece a alma, no cheiro de café que invade os espaços

E a casa se enche dos reais hóspedes

 

A noite espia as luzes sobre nosso pequeno riacho

A água parada é o espelho da noite narcisista

Os dois sob o domínio dos muros verdes

E a grande casa a habitar cada sentimento de vida

Na sarjeta, mas olhando para as estrelas

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 3, 2009

Do suco bebo toda a lascívia que vem de teus olhos

Procuro-te por debaixo como se pudesse de baixo enxergar teu prazer

E o trem sacoleja como se a duas bolas exigissem o mesmo desvelo

Perdidas entre meu olho e meus narizes

Ainda assim assumo o poder das duas almas

As mãos alcançam o ponto de equilíbrio, desequilibrando os mamilos

Às vezes perdemos juntos os sentidos

E sinto o prenúncio de um líquido

De vários suores e pudores menores

… e o ritmo do trem nos alcança; e a velocidade também

Somo uníssonos como um grande alarme; um grande apito

Na boca, o sopro, o medo, o calor e o morno do cerne estimulado,

A calma dos corpos nivela-se, caem no chão

O trem passa como se atropelasse os sentidos

Morremos, quase duplicados em tremores;  calmos quase desesperados em temores

E na delicadeza de tua moleza,  minha mão encontra toda a fonte

Ainda cheia de torpor, cheia de calor, sangue e vida

…quase repleta quando ainda a procurava; de água e de simples magia.

Curtos momentos de olhos-espelho

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 4, 2009

Nem sempre as palavras são ditas na mesma linguagem dos olhos

Esses se abrem, se compriminem numa cadência quase sinfônica

Me olham, me comem e me dizem quase eu te amo!

Mas, à vezes , não entendo tantas coisas

Quando hesitam, quando se comprimem muito; quando falam muito.

Me invadem de um verde mortal e acalentador

E quando os vejo por sobre meus ombros, entendo a falta de ternura

… a gentileza dos toques e a dor tão almejada.

Às vezes é muito doce o seu olhar

Como uma poesia de rimas certas e harmônicas

Ás vezes, são apenas espelhos de seu cansaço

E tantas vezes é o grande prazer de todo meu dia.

Sei de tudo sem eles; mas fico sem saber de nada quando os tenho ao alcance dos dedos.

Meus toques são suaves 

Mas não consigo os decifrar quando eles me desnudam a alma.

Lágrimas de crocodilo

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 12, 2009

As pessoas podem ser decepcionantes ou especiais

Perdi meu temperamento por conta da especialidade

Onde resta sua cabeça confusa?

Entre a merda da decepção ou das coisas especiais

Coisas preciosas necessitam de manuseio com denodo

A vassalagem sumiu com as mentiras

E a independência veio com suas últimas palavras

E a diversão é ao mesmo tempo excitante e idiota

Qual delas endureceu seu membro mais inteligente?

Mas a culpa é melhor dividida, quando os olhos se enganam mutuamente

Adeus é uma palavra divertidamente corajosa e saborosa

E é o que me lambuza os dedos que chupo agora vagarosamente

Liberty

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 15, 2009

One hand brought him closer

As the other held my toothbrush

At his place there was space for three ones

It was as beautiful as his last crying eyes

Towards the pity of my own

I can sing “precious” without a tear shed, on and on

As precious as his unique job of doing sweet things

Clever eyes, too much care, quick fingers

I still look at the stars, being at the gutter…

As a part of me is well buried, well buried- much better

Like all men that learnt about my mask

I am supposed to evaluate the last task:

- Okay, it’s okay!

A última menção ao que poderia ser

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 15, 2009

Tá acabando, esvaindo-se como tempo da ampulheta triste

Os olhos verdes estão se fechando em mim

E isso vem com a luz do dia mais forte, mais quente

Não é caso de desistência do que é mais sublime

A areiazinha tem peso e o tempo , dor

Mas ela acaba, vai em boa hora e o tempo reinicia

Tá tudo bem com os sentimentos deslocados

E o tempo acomoda tudo

…os olhos estão fechando, o verde da esperança me invade

Eles se fecham; ficam turvos quase esquecidos

Sem mais para o momento

- Que a vida lhe seja doce!

Como se fosse tudo um grande falha mágica

Os olhos verdes se abrem resignados, repletos ainda da paixão de outrora

Mas que de mágico resta na dúvida trágica…

A de Otelo; a de Romeo…vem tudo em boa hora?

Que importa se a todos a medida, às vezes, entorna

É sempre bom entender o sentido da vez que retorna

E o cavaleiro ainda tem chance de empunhar sua lança

Mas nem sempre se anda na calmaria  da despretensiosa segurança

Tudo requer olhos na eterna fiel mudança

Mas o que importa nas linhas de fato é o calor da esperança

Aquela de brio forte e maleável; quente e promissora

Que tanto almejamos na certeza da azada confiança

O sexo de hoje e sempre; de ontem, sempre

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 20, 2009

Nunca pensei que o sexo pudesse ser tão mágico

Como duas almas numa profusão tântrica de autoconhecimento

Mas  nada de comedimento: é saliva, é seiva…é merda

Tão necessários quanto suplementos da necessidade primeira…

…antes de tudo, do medo, ou mesmo da primeira lambida

É pura falta de medição correta, sempre mensurando com os dedos, com os lábios, com a língua…

…na bunda , na cara, no âmago de tudo que é erógeno

Então vem a razão que limita  a dor; mas a dor é gostosa como lança empaladora da vontade mútua

Vem de baixo pra cima, de cima pra baixo, num turbilhão de suores alucinógenos

Mas  nada de  comedimento: é saliva, é seiva…é merda

Sempre

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E nunca pensei que sexo fosse além de dentro e fora, meio e entrecoxas…

…perdas e ganhos; verdade e mentira; mastro e bandeira estendida

É muito além de permuta óbvia do pau e do cu

Mas é começo a língua por volta, dentro da intimidade, e por vezes, na saliva derramada

Mas  nada de  comedimento: é saliva, é seiva…é merda

*************************************************************************

Mas se não é isso de comer com os olhos e dar com a boca

De nada vale o sexo mágico…

…deve ser essa magia louca de suores, de odores e dores intensas

Se não for assim é brincadeira de ciranda; de dar as mãos numa rodinha

É sabor de pulsação; de corações falantes e vontades pentrantes

Mas nada de comedimento: é saliva, é seiva…é merda

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Abraço Apertado

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 22, 2009

Não pode ser senão uma coisa…

…aquilo que dá um certo sentido até à gravidade dos corpos

E muito mais que arquitetura especial

É o real sentido da atração entre estes corpos

É apenas uma falta de senso para a coisas normais

É a perda simples da melodia do dia, mas logo readiquirida

Nem sempre se é ameno, pode ser robusto

Mas logo se eufemiza na boca do outro

É muito além do toque sutil da pele

Pode ser toda a forma de equlíbrio entre as mentes

Ou a perda dessa faculdade

Não pode ser uma coisa senão…

Este brilho no olhar e esta mão a suar

A falta do que dizer e sobre o que falar

É medo de perder; receio de ganhar sempre

Pode ser uma ou duas flores num mesmo lugar

Pode ser um abraço roubado e apertado

Pode ser apenas a sensação de falta: saudades

Não pode ser coisa senão esta que me consome

Entendimento

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 23, 2009

Não são as palavras, mas as atitudes;

Não é o sopro, mas o sussuro ao ouvido;

Não é a fortaleza, mas a delicadeza da firmeza;

Tampouco é o olhar, mas o derretimento da armadura.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Tudo é muito claro, mas ao mesmo tempo indecifrável,

Como o pensamento perdido em teu corpo sonolento;

Como o toque suave sobre suas costas

E a resposta de tua mão ao meu peito.

Basta!

Este é o completo entendimento…

…mesmo que alguma palavra- ou quiçá uma atitude impensada-, revele o contrário.

No final, resta o preciso gesto de desvelo.

A chuva vem em caída sinfônica

Traz alento a um sentimento quase inominado…

Será nostalgia,  a terra molhada, brincadeira de infância esquecida?

Ela afina;  fica pequena, ameniza a dor; intensifica-se

Mas não tem relâmpago, nem a fúria dos deuses

É apenas uma falsa alegria

Talvez seja a distância dos sentimentos separados

Esse choro incontido, quase raivoso,  que permeia todas as gotas

Confundem-se; condensam-se, e novamente o olhar perdido

Que é isso?

Se pudesse me chover como as águas

Seria mais fácil livrar-se dessa quase sina

De amar as coisas como muito verossímeis; quase reais

Como se fossem chuvas fortes

E me esqueço do abrandamento; da falta de densidade

A chuva passa logo…

E logo se vai toda a violência

Mas me deixo enganar pela força e beleza do estado passageiro

Ele vem e passa;

Fica guardado na memória até a próxima chuva

( … lá vem ela de novo)

25 de Dezembro de 2009

O ato de ignorar e dizer adeus

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 25, 2009

É todo seu o mérito da perda

Sua propalada “rédeas” de sua própria vida

E os caminhos podem ser os mesmos

É apenas um ‘não’ sem remorso mas cheio de dor

Acabou como a brisa de verão

Suas nódoas desfazer-se-ão com o tempo

E é agora de todos sua atenção…

Ao mister de sua arte

Que não mais quero fazer parte

Goiânia, 25 de dezembro de 2009

Ode a M.A.

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 28, 2009

A alcunha perfeita de cobertor cheiroso e braquinho

Tal qual a estatuazinha de Bandeira branquinha

Mas ganhei uma M.A

Da qual posso tirar e colocar meu lençol imaculado

Apenas para isso; logo agora quando tive o beijo mais colado

Tudo bem pois eu tenho a M.A

A qual saberei usar- a bem da verdade é mais uma.

Que importa se é isso que o romantismo apregoa?

Nem sempre é a alma que se magoa

A carne sente e a pele entende o que falta nas sensações divididas

É algo novo que me exige a paciência

Mas por que necessito de tal indulgência,

Se na verdade o que me falta é espelho?

Me falta o controle do real desespero

Mas que sei bem controlar, extirpar

Ainda que pensasse que nada ganharia por admirar aqueles olhos

Acabei ganhando o que todos queriam: a M. A.

P. S. Obrigado aos fieis leitores que acompanham este blog.

 Vocês impulsionam o continuar dessas linhas que logo, logo, perderá este mote de agora. Nos próximos “posts”, serei menos específico e voltarei a sentimentos mais libertos; libertinos…como outrora.

Esses últimos poemas versam sobre dores e calores mais ímtimos que perfazem uma história. Eles são externados por uma força além de minha vontade. Eles me compelem ao registro. Foi assim desde os papeis amarelos que queimei tempos atrás. E vai ser assim: registro-os;  dou vida a eles e depois os enterro- deleto.

 É mais forte do que posso imaginar. Por essa razão eles vertem de forma descontrolada, verborrágica. Mas almejam a felicidade tão propalada.

 

Brasília, 28 de dezembro de 2009

Cacarecos

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 29, 2009

Peguei os últimos cacarecos

Senti-me um pouco desumano, como cachorro abandonado

Mas ainda com a coleira com sinhinho

Entre tantas coisas, estavam lá as provas de litígio

Meu, teu, meu, teu…que é do nosso?

Nada mais, nem mesmo o gosto pela minha arte

Fica apenas a metade das coisas que faziam parte

Agora não mais fazem o  menor sentido

Apenas se juntar- pra mim- os últimos cacarecos

That’s My Impression

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 29, 2009

Found by chance an old PSB’CD which I loved to listen to. Then, by these circumstances of life- it must be said good ones- I came across with the masterpiece and kept listening and  re-listening  to some of the songs. And it is in fact a re-reading of their work;  evaluating,  in other terms,their lyrics.

And to my surprise, and once more, Neil wrote about those subjects  that most affect people, mostly those who leave intensively what they believe in. But probably, it must be just my impression:

“I went looking for someone I couldn’t find
Staring at faces by the Serpentine
Walking slowly, I realised
You’d been and gone – I know you lied
That’s my impression
That’s my impression
That’s my impression
That’s my impression

The wind was chilly and the sky was dull
I went for shelter to the temple
Once inside I couldn’t believe my eyes
You’d been and gone – I know you lied
That’s my impression
That’s my impression
That’s my impression
That’s my impression

Go to a club – you think I’ll be there
I don’t go ’cause I’m not a member
You said you went to apologise
It’s plain to me that’s one more lie
That’s my impression
That’s my impression
That’s my impression (impression)
That’s my impression”

That’s my impression  is one of the songs of ALTERNATIVE OF PET SHOP BOYS.

Yesterday, almost forgot

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 29, 2009

Morning lights just as usual

The sound of nothing hiting my head

The regular thought of someone now it’s clear vanishing

As the bad taste in the mouth increases

Bad memories of a bad romance

At least it is what my father said

And then a call

Like a inner message of something unreal

Almost a big deal

Got laid by known arms in a different re-reading

That’s almost surreal

Because mercy should be delivered in someone else’s arms

It was like old times; old crimes

Without pity; fear or rubber…

Just my wish and his whish

It was yesterday; I almost forgot

28 th Dec, 09

Another one

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 29, 2009

 

As I said, this Album is a masterpiece. The song above is a beautiful lullaby about love and fidelity. Things so simple; rhimes so rich and intense: Eyes rhime with paradise…gone to wrong. Perfect conncections. Art work.

“Think again – remember what we said
Promises – how we both forget
Even now I see it in your eyes
When and why, and where was paradise?
Something’s been and gone
When all is said and done; we were wrong
Was that what it was?
Was that what it was?

Think again – remember what you said
You’d never leave – if you did I wouldn’t care
I never dared to ring you up and ask you why
Too proud to beg or hear you cry
Something’s been and gone
When all is said and done; we were wrong
Was that what it was?
Was that what it was?

I don’t need any more in my life
Did you need something more in your life?
Was that what it was?
Was – THAT – what it was?

Something’s been and gone
When all is said and done; we were wrong
Was that what it was?
Was that what it was?”

(…)

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 30, 2009

(…)

30 de dezembro de 2009

Primeiras Perspectivas

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 31, 2009

Linhas contínuas que se perdem numa distância finita

Pedaços de traços e logo uma terra a vista

A primeira expectativa do ano vindouro

Vem com a vontade de achar o verdadeiro tesouro

Outros ares; outra arquitetura

Tudo com o intuito de esquecer o presente assassino

E acalmar a libido não-arrefecida; a paz estabelecida

Ver o encontro real das figuras míticas

E dar cabo, de vez, às linhas que ficaram pra trás.

Última menção

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 31, 2009

Dia último deste ano

Ainda me consome o nome do amor que dou

Ainda difícil de extirpar esse sentimento fraco- dizem que é fraqueza

Fingir pra quê dentro dessa nova arquitetura

Que apenas enclausrura

Fica comprimido como ar em balão

Me dá uma angústia de sofreguidão

Ainda é o último dia do ano,

E permito-me a última menção

Ao assunto da fraqueza e da alma sofrida

Basta, mesmo que ainda tenha tempo para a minha canção

Não mais esse condão:

…coração-paixão-perdão=coração-paixão-perdão=coraç…

Sonhos onomatopaicos

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: dezembro 31, 2009

heheheheheheh

pei-pei-pei-pei

smack smack smack

Peço pela derradeira taça de vinho

plock, plock

Vem a espuma, com toda a escuma da vitória

Ra, ra, ra, ra

Os caroços pra trás, por sobre os ombros

Um pulo, dois gritos, um grande abraço

Sem a brandura, agora a fortuna

Crack-crack-crack

Quebra-se tudo com o desejo de fim

Um ohar nas estrelas mais intensas no céu

Smack-smack-smack

O som do encontro de dois corpos quaisquer

Últimos desejos

hehehehehehe eternamente dentro de mim.

Saudades

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 1, 2010

Medo de escrever sobre saudades

Ainda sem trato firme para tal

Morrendo, morrendo de saudades…

Sem traquejo para lidar, mas na luta contra

O que fazer?

Morrendo, morrendo de saudades

Sem enganar, sem se danar

Longe mas perto de tudo que pode ser dele

E morrendo, morrendo de saudades

(…)

A idade assassina, sina, sina…

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 8, 2010

O peso das letras e o peso da idade

Ombro de Atlas para suportar

Nem dimensiono o que mais me pesa

Talvez a pressa do sucesso

E a menção ao poder de driblar as rugas

Vem tudo de uma vez

Mas estou mais seguro pra entender Clarice

Mais bonito e charmoso

Nada mais me soa perigoso, senão a seara do coração

Ainda vivo numa ilusão

Mas o ombro é forte, suporta a sorte de tudo

Minha vontade de crescer é bem maior que a dor

E assim, a idade de Cristo se passa doce e serena

Estou feliz nesta nova estação.

O encontro além do monitor

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 11, 2010

Não pensei no limite de meu gozo

Quando apenas éramos um retrato virtual

Então, na realidade, parecemos dois dragões de Komodo

É bom esse sentimento de troca casual

Sem medo do carinho, do beijo, da língua at random

O que desejo é mais disso trocado

O abraço, a saliva e o cheiro dos corpos

O que advier está no lucro das coisas não-esperadas

Com o choque dos corpos sem mapa definido

Tudo descoberto na graça da fantástica libido

Solta nas mãos, nos olhos , na língua…

E essa troca não tem culpa; equilibra  a minha e a dele; a nossa

Não é momento de desejo falso ou troça

É carinho trocado por homens de verdade

The way it used to be

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 11, 2010

I wish I could have done this video. I am clipping it to show how this poem into a song is well defined by Christopher de la Torre who created this homemade video. Congratulations and allow-me to put it here.

Another song from YES , by Pet Shop Boys.

For those who love the lyrics and feel them in their most preious way: here they are:

I’m here, you’re there
Come closer, tonight I’m lonely
Come here with me
I want it the way it used to be

What is left of love?
Tell me, who would even care?
So much time has passed
I’d still meet you anywhere
Water under bridge
Evening after day
What is left of love
Here that didn’t drift away?

I can remember days of sun
We knew our lives had just begun
We could do anything, we’re fearless when we’re young
Under the moon, address unknown
I can remember nights in Rome
I thought that love would last, a promise set in stone

I’d survive with only memories
If I could change the way I feel
But I want more than only memories
A human touch to make them real

Another day, another dream
Over the bridge an empty scene
We’d spend the weekend lost in bed and float upstream
I don’t know why we moved away
Lost in the here and now we strayed
Into a New York zone, our promise was betrayed

I was there, caught on Tenth Avenue
You elsewhere with Culver City blues
Then and there I knew that I’d lost you

What is left of love?
Tell me, who will even care?
So much time has passed
I’d still meet you anywhere
Water under bridge
Evening after day
What is left of love
Here that didn’t drift away?

Don’t give me all your love and pain
Don’t sell me New York in the rain
Let’s leave our promises behind
Rewind and try again

What remains in time that didn’t fade away?
Sometimes I need to see
The way it used to be”

The way it used to be, part II

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 13, 2010

The way it used to be, part II

Agora entendo essas coisas de passado

Água sobre a ponte

Nunca a mesma

Sobre a cama por horas

Não precisa pensar em nada

Apenas a vontade de ter de novo

As coisas como eram

Ingenuidade, sexo limpo trocado

Ouço repetidas vezes até a exaustão

Dias de sol e o amor completamente verão

Memórias que se perdem

Vontades que se misturam na imensidão

É apenas o desejo de coisas boas

Assim como elas costumavam ser

Certo e Errado

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 13, 2010

Sexo e Amor

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 13, 2010

O sol do teu calor

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 13, 2010

Equilíbrio

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 13, 2010

Partida

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 20, 2010

Pensei que fosse um homem-de-família

A boa educação, o fino trato, “o homem não é uma ilha”

E assim tem sido os dias de festa

O ninho certo; a cama perfeita; a doação sempre honesta

Vieram os falsários que de certa forma trouxeram paz funesta

E cresci aprendendo a ser mais forte

Quis fazer registro diário, como se todo dia pudesse aumentar o porte…

Não a perda que sinto a cada saliva trocada

Nesse valor vil de moeda roubada

Pensei que fosse gente boa, mas me tenho arrogante

Como se com os dedos entrelaçados pudesse inventar algo

Voltar; mudar; the way it used to be…

E a vida mostra seu propósito na flor seca;

No retrato de Dorian Gray

E então só resta uma vontade do momento

Viver é cada dia desenhado numa tela colorida

Resta apenas a última vernissage

Pensei que fosse algo pro agora

Mas vejo a obra ir em boa hora

Que não quero que seja antes da glória

Mas o que me resta senão a putaria?

Se não é o que pensa o mais próximo dos amigos

E esse sentimento egoísta e idiota; – Sou eu quem pinto minha tela.

Então que cor devo dar a sensação de falsa-vitória?

Tudo branco rodeado de azul, um céu azul, um paraíso para dois

A casa cheia de burburinho

E você lá com a taça de vinho

Com o olhar fixo em nossa plantinha

Que com o tempo transformar-se-á na história mais bonita.

História dividida; dívida; vida..ida

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 22, 2010

Você se esconde feito ratinho indefeso

Mas consigo sentir sua dor,  o peso…

De não se encontrar nos beijos que entrega

De não entender as razões de uma verdadeira guerra

E a paz roubada inopinadamente

Mas tudo se amolda com a ajuda da cola do tempo

Guerra e Paz fazem armistício

Restam apenas o ignóbil artifício

Do fazimento de contas da inexistência do outro

Uma história dividida

Mas de nada vale o registro dessas linhas sem vida

Tempo, tempo, tempo, tempo, ad infinitum

Vai e vem como as manhãs de solstício

Um dia passa, um dia volta, um dia passa, um dia volta ..

Na memória de uma passagem da tal história dividida.

Love’s a catastrophe ( Neil Tennant’s quotation)

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 25, 2010

Disse a todos  que falaria sobre amor

Mas de fato o tema é  a posse da coisas ditas nossas

Aquelas debaixo do braço ou sobre as costas

Nem sempre temos a rédea adequada

Quando damos conta, ela está toda arreganhada

E perdemos a noção das coisas que nominamos amor

É amor?

Love is a catastrofe…

Um buraco de vazio incomensurável

Como a dor que dura apenas no prazer

O amor é quase aquilo, inefável…

Mas que produz  certo caos

A segurança vem com o primeiro brilho no olhos

De que vale a saliva gasta; a tez suada e alma desgastada?

“Então veja o que ele tem feito comigo!”

(…)

Não quero falar de amor

Talvez de sentimento de posse perdida

Quero minhas ações possessórias

Quero tudo de novo com o brilho nos olhos

E o amor?

Existe amor?

- Não! Pelo menos não senti o frio de arrependimento na espinha

Que maltrata e alivia

A pior das almas subnutrida

Que mendiga por pílulas de amor; de ódio; de rendenção…

…de vida.

O perigo da solidão

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 29, 2010

Nunca como antes o homem como instrumento

Do desejo escancarado do prazer inominado

São apenas o anteparo ou receptáculo

E sem este gosto de querer por perto como monógamo

É fase, é lua, é desperdício da carne

De vez em quando um carinho mais longínquo

Na natureza animal domada

Na convicção da arte adquirida com a vida

Sozinho, misântropo abrigo

Ainda sem medo do peso do cometimento

Mas averiguando cada estrela no céu como possibilidade

Cada uma , cada um… na icomensurável medida

Pensamentos de Domingo ( oportunidade para racionalizar a solidão)

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: janeiro 31, 2010

Domingo chato cheio de mudanças não conclusivas

À espera das coisas que se reinventem

 Talvez a queda do sol; o derretimento da lua em prata

Minhas confecções do tempo com o que tenho a mão

Desenhos da vida de humor singelo

Em casa a ensaiar um poema cmpleto

Para dizer sobre isso que sinto de mortífero

Que duvido que um dia morra; exploda

Num dia de domingo

E que ilumine meu caminho como luz do dia radiante

Dia cheio de vida e de humor como uma grande lamparina

Insetos suicidas e calor pro resto da vida

O primeiro Romance a gente nunca esquece

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: fevereiro 12, 2010

 O  primeiro Romance

de Roberto Muniz Dias.

Cover_front_medium 

 Adeus a Aleto é:

SEXO COM AMOR:

        “ … Continuou dentro de mim como se pudesse me levar para outro mundo. Não conseguia olhar em outra direção seu corpo forçava contra o meu na medição de forças mais pacífica que podia existir. E não havia interstícios, pois sua vontade era a minha. Sentia-o cada vez mais forte e maior, como se seu sangue avolumasse a cada minuto seu sexo dentro de mim. Começou a parar e sentir-me provocá-lo; apertava-o como se chamasse a atenção para que não parasse. Por seu turno, fazia isso para sentir um pouco mais de minha vontade; se era de sim ou de não. Mas não havia dor naquele instante.  Pegava-me como se eu tivesse intenção de desistir; puxava-me contra seu corpo para que eu sentisse senão a verdade. Ele não parava e não parava de me olhar… “

SEXO SEM AMOR:

“             Ato I Cena II

            O Sodomizador entra em cena. Completamente nu, um corpulento homenzarrão negro adentra vestido com peças de couro por sobre o peito e uma argola em volta de seu pênis ereto.

            Sodomizador- “Vamos brincar meus gatinhos”. Retira um líquido preso as ligas na cintura e começa a lambuzar seu dedo médio. Começou a enfiar o dedo nos anus do sodomita da esquerda.

            Domintarix- “Mais, quero mais. Coloque sua mão”. Então o obediente servo colocou mais gel em torno de sua mão e braço e outra parte colocou sobre seu imenso falo duro.”

INGENUIDADE:

“ Corríamos, descíamos as escadas como qualquer criança feliz poderia descer: aos saltos; pulos, escorregando pelo corrimão. Não sabia mensurar quão velho estava para pensar que fazíamos uma traquinagem; tampouco desconhecia o quão jovens éramos para poder aventurar a se permitir. Descer assim tinha a ver com certa renúncia; aceitar uma condição de agora, nova e deixar pra trás algumas marcas que o tempo queria mostrar indeléveis. Mas naquele momento apenas havia a felicidade de qualquer coisa menos do que nossa constatação de o tempo ser algum empecilho. Éramos apenas duas pessoas saindo de seus mundos, deixando a irresponsabilidade como maior legado para a geração dos homens que ficaram para trás. “

LOUCURA:

“ Tentei esmurrá-lo. Esmurrei o ar. Esmurrei o espelho. O sangue espesso e escuro começou a verter de meu pulso. Espalhava-se por entre os espaços brancos da camisa, pingando sobre a pia. Me veio uma dor forte como revelando um profundo corte em meu pulso. A dor me causou um torpor mortal.

          Apertei meu braço e o sangue parou rapidamente. Amarrei a tolha em torno do braço. Quis fazer um curativo, mas uma letargia tomou meu corpo de conta. Adormeci. “

 

       Mais detalhes clique no link abaixo:

http://www.clubedeautores.com.br/book/12643–ADEUS_A_ALETO

Animus cofitendi

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: fevereiro 22, 2010

Ainda o sonho das mãos eternas sobrepostas: meu sonho, tua sensibilidade

O sopro de vida que se dá nas costas destruídas; asas arrancadas; queda

do alto pedestal da aventura escolhida na desesperança

Lá estava disponíveis suas mãos e meu rosto ainda em sangue

à espera da cicatrização das mágoass com a escolha errada

De nada vale o cheiro novo das coisas e meu anteparo idiota;

Essas letras inutéis e sentimentos que não sei usar

Esse vento tumultuoso que levou a juventude e que deixou

Enraizar esse período de folhas caducas e galhos secos

Catando as moedas para a próxima sessão e  para o próximo verão

Nesse processo de tristeza que muito enriquece a lira do poeta chorão.

Inquietude

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: março 2, 2010

Durmo para encontrar a paz

Mas me antecede uma loucura com o amanhã

Pressupõe-se o sonho, o alívio, um descanso

uma tentativa de enganar o medo

È manhã e parece que não fechei os olhos ontem

E o agora me atormenta com a dor de antecipação

para a noite que se avizinha

E o outro dia, mas minha paz ainda se

encontra em dívida com o anteontem.

Da semente que em mim verte o amor

Todos experimentaram seu vivificante torpor

Ficam extasiados com a possibilidades de muita coisa

” Sex contains all, bodies,souls, meanings,proofs,purities…”

Então deleitaram-se com o veneno e com o frescor

Mas não souberam admitir erros- eu admito os meus sob a égide do erro em si

Talvez a fruta ainda esteja verde de paciência, mas tem seu suco, tem açúcar

Deitaram e rolaram como se o mérito fosse do dono da cama

Não subsiste a alegria da recordação sobre lençois frios e fronhas perfumadas,

Espaços vazios entre egos, demanda de vinhos para mesas solitárias, o fino trato para o prato sem sal,

a vida a cada segundo desvirtuada, um sonho acalentado sem véspera,  o meu fulano de tal…

- Que sejas feliz na sua nova redoma, donde os outros se esquivam por medo!

Permaneça doce, delicado, tenro, probo, sem erros, sem defeitos, sem meu peito…

A muitos essa lira vai atingir, mas somente a um irá servir

Sejas feliz, é apenas  o que posso dizer como  insipiente aprendiz.

Solidão

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: março 8, 2010

Estou mais triste com essa cama vazia, mesmo de solteiro

Sinto um vazio que tira o sentido da existência passageira e

Deveria ser de felicidade

Encho a sala de som, energia e falsa vida; tem a tela do computador

e o registro dessa necessidade do grito, da confissão

E então, as memórias do rosto sorrindo, do calor, de algo dividido

Parece que perdi um pouco de parte irrecuperável

talvez aquela que dá ânimo para o resto do tempo

Mas nada traz, por enquanto, a felicidade

Amnhã vem outra obrigação com a vida

E hoje não passo de puro desespero, remorso- adoro a sonoridade de “regret”

E a dor não passa

O que fica de vida nesta falta de consciência?

sobre tudo que rodeia o lado mais maldoso do amor

Talvez seja morte de um pedaço essencial, supressão de doce violência interna

É solidão de muitos sentidos

[...]

Estou mais triste com essa cama vazia, mesmo de solteiro

Sinto um vazio que tira o sentido da existência passageira e

Deveria ser de felicidade apenas

Ainda sobre a tristeza que enriquece o poema

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: março 8, 2010

Guardo esperanças nesses corpos translúcidos, nesses nus obrigatórios

Em cada legenda sinto a esperança da mentira, da promessa oca

E procuro minha especialidade dentro da farsa geral

Não é nada de relevante

O que existe é a verdade

- E qual é minha verdade?

Olhos vermelhos perdidos numa menção superficial de amor

…o vento frio da janela solitária

dá o tom da energia que se quer vital

E a outra parte que não vem

Palavras que não me dão real sucesso

Simplesmente complicado

… a luz incita, ilumina; mas não preenche esta falta

Você

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: abril 8, 2010

Sei que você me vê nesses pensamentos

tentando resgatar o que de rico havia

nos momentos de alegria e tristeza- como no firmamento diante do padre, escrivão

whatever

Eu fico no meu confinamento compulsório, nessas palavras soltas e presas

assim no meio do nada, sem sentido

escrevendo sobre, principalmente, solidão, pessoas sozinhas, pensamentos sozinhos

Estou aqui na vitrine

A você somente resta olhar.

O teatro da queda,folhas ao vento…

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: maio 2, 2010

Estou um pouco cansado deste teatro.

As cortinas não abrem e passo horas a bater o texto com as almas do lado. Tenho, às vezes, a certeza de que decorei todas as falas, mas o que me daria mais prazer seria o improviso.

Eu queria ser as folhas caducas de outuno. Ter um fim fértil que me deixasse  fecundo; ou que apenas o vento me levasse-folha seca-a ermo por entre o caminho dos outros.

E sendo o que sou, um improviso improvável, vou-me enchendo de folhas secas, ventos parados e cortinas cerradas.

Posso esperar o anoitecer do dia?

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: maio 15, 2010

Como posso falar de amor

Se o amor que é amor me ignora…vai embora

Deixa apenas palavras secas e revolta

Sei da sua leitura escondida para entender minha loucura

Inopinado instinto que antes era apenas um capricho sem vida

Hoje é uma vingança sem sentido; desejo reaprendido

dentro de uma relação forçosamente criada para tampar o buraco da ferida

O que posso dizer de hoje,  do agora, dos momentos sem esperança…?

Assim como você eu tentei a vez da humilhação, mas é só um pedido, uma consulta sobre meu coração

Que dói- mas não como doía o seu, por essa razão sua insegurança-  ao ponto da perda dos sentidos

Mas a todos, que pareço?

Boas carnes, boa boca, inteligência latente

Mas nada disso me parece convincente

Quando a única razão pra isso tudo é viver mais um dia,

Sorver mais um trago de vida

Apelar para sua decisão não ser tardia.

Loucuras Desenvolvidas

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: maio 18, 2010

Que te parece uma ligação no meio tarde da noite?

Se não for sexo; senão amor!

Um desespero igual ao teu de outrora.

Trocas de papeis em momentos de desespero

Mas sentimentos sabidamente sinceros

Quando tudo parece esquecido

e não conseguimos mais o tempo vivido

Passado.

Não tenho mais o cheiro, a lembrança

senão o quadro que não devolves

Não entendo o plano que leva tempo

Até quando a ligação te parece capricho

E não loucura…

Por que não amor…

Por quê?

Sozinho como cão faminto

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: maio 18, 2010

Essas horas de solidão atordoadora

Nas quais o peso da noite comprime a razão

Do mais correto dos dois naquele dia

No silêncio dos travesseiros em dupla

Não adianta brigar com o vento, o som se estacionou

Ouvindo go or go ahead

Ele me estaciona no mesmo lugar da dor

e penso em você como uma linda história

Mas agora tudo se desmancha

nessa lágrima ácida que derrete a ideia no papel

E volta e meia tento entender

Sabendo que não vai ser a mesma história de nós dois

Vampiros enchem esse teto de medo e desenho estranho

“…go or go ahead and surprised me

Say you’ve lead the way to a mirage

…go or go ahead and try me”

Fico falando sozinho

A tentativa é de ficar sozinho

Oh, ficar sozinho, ficar sozinho

Simples como o absurdo

Publicado por: Roberto Muniz Dias em: novembro 16, 2011

EU VOU USAR PALAVRAS SIMPLES

COMO: OLHOS SORRIDENTES, ABRAÇOS DE URSO

COMO: ENTREGA CEGA, BEIJOS COM VIDA

ENTREGA EM CADA TEMPERO, EM CADA ELOGIO

 

EU VOU SER SIMPLES COMO AS FLORES DO SEU JARDIM

QUE SE ALIMENTAM DE TEU LEITE E TEU SUOR

O QUE MAIS ELAS PODEM EXSUDAR?

 

NÃO TENHO PALAVRAS PARA ÍON QUE TE PERTENCE

ÉS DESVELO E AMOR, CARINHO E JUVENTUDE

NOS BRAÇOS ROBUSTOS DE QUEM JÁ VIVEU GRANDES AMORES

 

EU VOU SER SIMPLES

PORQUE O TEMPO NOS É CURTO

HOJE TU ÉS LEMBRANÇA DOCE E DURADORA

AMANHÃ NÃO SEI DE MIM.

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