Publicado por: Roberto Dias | Novembro 12, 2009

Sofreguidão a La genoise

Me diz a cor de teus olhos

Que ainda não sei se são terra ou mar

Quando perco o norte ou fico a naufragar

Talvez seja seu jeito de passar o café; ou a mão roçando o peito; ou a bermuda tirando-lhe a sisudez

Ainda assim, fico sem saber como dizer que cor mais me agrada

E outra dúvida adensa meu pensamento: a beleza do sorriso ou a pureza do olhar?

E a dúvida recrudesce, palpita no meu peito quando o suspiro fica mais perto

Sinto sua resposta no calor de teu beijo e na placidez dos seus olhos semi-cerrados

Que falta para o maior entendimento?

Se me preenches com a resposta correta com tuas mãos e teu cheiro

E de olhos fechados, imagino o todo perfeito

As dúvidas enchem as mãos e as respostas completas se avultam em nossos corpos

Que cor tem teus olhos quando vejo teu prazer?

Está no beijo, no calor do corpo; no meu peito…

 

Publicado por: Roberto Dias | Setembro 8, 2009

Nova Morada

Saio do meu jardim suspenso

E enterro-me teluricamente na casa térrea

Encontro minha grande sala e a esquerda meu atelier

Ao fundo encontro os braços de meu amor

 

Tudo muito verde, muito amplo e cheio de frutas doces

Ah, quisera que fosse tudo real no momento em que penso

Que fosse logo o instante do sonho idílico

 

Ou que logo fosse o amanhecer com cheiro de mato

Os braços do amado até o primeiro ¼ do dia; ou o dia inteiro

No calor que aquece a alma, no cheiro de café que invade os espaços

E a casa se enche dos reais hóspedes

 

A noite espia as luzes sobre nosso pequeno riacho

A água parada é o espelho da noite narcisista

Os dois sob o domínio dos muros verdes

E a grande casa a habitar cada sentimento de vida

Publicado por: Roberto Dias | Setembro 5, 2009

De joelhos

Quando dei não sabia o  que era dar

Como uma pedra fiquei a esperar

Que ele pudesse me dar o doce gosto na boca

Macio era o único prazer que sabia

E nele de joelhos apreciei como se de tudo soubesse do porvir

O que deveria fazer?

Quando eu dei, ainda não sabia o que era dar

Mas me dava uma vontade de ser apenas aquilo de dar; entregar-se talvez

Àquele macio nas minhas mãos, à  saliva na minha boca…

Quando podia vê-lo olhando de cima;  eu completamente ali

As mãos tateando meu sentindos e os dele descobrindo

Não me cabe esta maturidade de entender aquilo

Reservo-me àquele instante;  nada de análise cartesiana dos líquidos.

Mas não sabia de óleos humanos; de força; de calor

E lá vem a história que não sabia; não sabia

E estava todo em êxtase como se o corpo pudesse falar

Os óleos vinham e desmitificavam a ideia que tinha de intimidade

Era apenas a emulsão de meus estímulos e os dele; nossos…

Quando dei não sabia de preliminar, e não quis terminar

Nunca quis esquecer a sensação molhada no meu peito de óleos humanos

Sobre o peito ofegante e sobre a memória

Publicado por: Roberto Dias | Agosto 26, 2009

Mudança de Endereço

Publicado por: Roberto Dias | Julho 10, 2009

Lado outro

Gosto-me no gosto do azedo do mau gosto dos outros

Da bolsa a tiracolo em razão da razão ulterior

Que faço do dolo em mim com culpa?

Quando acho meu penacho de minha calda

 

Rebolo a distância bem longe

E me distancio dos ditos probos

Aliás, já pequei aos montes até a exaustão

E recebi o carimbo de muitas letras

 

Insistem para eu falar de meu amor além da dor

Que cante como cigarra

Estou farto dessa vontade dos outros

Da minha dor sei o valor

 

Por isso sinto este gosto de horror na minha alegria

Paro, canto, divirto-me com minha cor

Blue, blue, blue…

Ainda falando do que tem a ver com amor…

Meu amor, meu amor, meu amor, minha dor.

Publicado por: Roberto Dias | Julho 10, 2009

Da Paz

Aqui no canto da cama

Enxergo o brilho

A mão sempre aberta ao carinho

Sentado apenas a olhar

 

Ainda penso no que seja paz

Sentado entendendo a felicidade

Contato de ouro

Entrega revelada

 

É brilho dos olhos

Cama dividida

Vinhos são apenas estimulantes

O sangue, a vida, a tranqüilidade

 

Nada mais, menos medo

Assim divulgou-se o que é paz

Adeus ao desencontro

Para sempre no meu lado da cama

E do outro lado, o tempo, a razão…

O sentimento que une o que é dois

Publicado por: Roberto Dias | Junho 24, 2009

 

My Angel is Gay now is a book:

A compilation of  poems which express the most intimate thoughts and wishes.

It’s beautiful and it’s erotic; it’s romantic and rough!!

For more details:

http://www.lulu.com/content/paperback-book/my-angel-is-gay/7320103

Publicado por: Roberto Dias | Junho 19, 2009

Rosas Selvagens

Enfim o primeiro!

Rosas Selvagens é o primeiro Livro de poesias de Roberto Muniz Dias.

Para detalhes clique no link abaixo:

 

 

http://clubedeautores.com.br/book/2487–Rosas_Selvagens

 

Rosas Selvagens

Cover_front_medium Book_preview_medium-0 Book_preview_medium-1 Book_preview_medium-2 Book_preview_medium-3 Book_preview_medium-4

 

Poesias Gay- Racionalistas 
Por: ROBERTO MUNIZ DIAS

A experiência da existência no mundo racional inspira o autor na busca pela compreensão de sua libido e de seu comportamtento. Os padrões são quebrados para garantir a existência. Mas os valores morais são mantidos como mantenedores da ordem interna. No entanto, a vontade é do grito, da música, da celebração. Os poemas de Rosas Selvagens são espinhentos, melódicos tristemente felizes. São reflexões de um homem gay aventurando a experiência do adulto, do casamento, das crises, do amor e da vida.

Publicado por: Roberto Dias | Maio 25, 2009

It was just no, no, no…

The magic was perceived around yet

The glasses still had the best wine’s smell

But everything seemed a little confused

Am I still alive?

For I am not nutts as you may believe

It was just no, no, no…

I am too old for your jokes

And you…are too young for my problems.

The ring doesn’t fit perfectly anymore.

Friendship is impossible for while

But I wanna see my little dog.

Publicado por: Roberto Dias | Fevereiro 25, 2009

My Angel is gay…foreword.

My angel is gay foi minha primeira tentativa de dar valor aos meus poemas. Apenas  uma vontade. Como se fosse um grande lançamento mundial. Ainda espero esse dia.

Mas está aqui, nesse blog, a mais nova tentaiva de “publicar” minha arte. Parafraseando Reinaldo Arenas, espero que isso aconteça “ANTES QUE ANOITEÇA”. Espero que consiga publicá-los, sendo que mais um passo está sendo dado.

A partir de agora, este espaço vai ser reservado para mostrar poesias e pensamentos que venho registrando ao longo dos anos – 12 anos.

Espero cativar um público fiel.

P.S. Usarei este espaço para também publicar as poesias em inglês as quais revelam um outro lado, talvez , um outro eu.

Publicado por: Roberto Dias | Abril 28, 2009

E-mail sent to Michael Martin

E-mail sent to Michael Martin  at Out.com Features (Video Section)  about the movie Little Ashes. (http://www.out.com/detail.asp?id=24906)

Love In The Time Of Lorca (By Michael Martin)

 
What could have been if all Lorca’s masterpiece were not only metaphors and if we could perceive all the range of adjectives and words he could have used in his outstanding poetry?
I am very fancy of Lorca’s and Dali’s work. Both of them represent the most amazing icons of their generation; each of them in different areas and with so much talent.
It’s incredibly inspiring- once I am also a poet- to feel all the verve of this period of history in which we can state that the most important artists were born.
I am also anxious to see the película as soon as possible because all these people have made part of my intellectual and sentimental world. Make them appear as human characters woul recriate all that atmosphere of representative art and cultural life.
Congratulatons for your passionate article and accurate property.
I am also anxious to see Javier Beltrán’s performance at this special movie.

Roberto Dias
http://noposthumousparty.wordpress.com

Postagens Antigas »

Categorias